NOSSA CIDADE / Mesorregião

Mesorregião

 

"Norte Pioneiro Paranaense"

 Vide Bibliografia

Primeiras Incursões Colonizadoras

 

Mineiros e paulistas que, desde os meados do século XIX, já cultivavam grande parte da margem direita do rio Paranapanema, vindos de suas cabeceiras até as barras dos rios Capivara e Tibagi, passaram, antes da separação da província do Paraná, para a margem esquerda daquele rio.

E, nessa margem, a grande extensão dos rios das Cinzas e Laranjinha, de extraordinária fertilidade, foi penetrada, primeiramente, por colonizadores provenientes do Sul de Minas Gerais, das cabeceiras do rio Sapucaí.

Na mata virgem, abriram-se picadas em busca de terras que posseavam e que não eram bem delineadas em seus limites, em negócios, por vezes, meramente apalavreados.

Os mineiros do Norte Pioneiro não faziam posse sem que ela equivalesse a uma água. Isto é, quem fazia a posse procurava a cabeceira de um riacho. O dono da cabeceira era dono da água e do terreno que a acompanhava até o fim, quando o riacho desaguava num rio maior.

A História do Paraná começa, realmente, com a lei imperial nº 704, de 29 de agosto de 1853, que desmembrou seu território da província de São Paulo. Zacarias de Goes e Vasconcellos foi o primeiro Presidente e Curitiba, a primeira sede da nova província, instalada em 19 de dezembro de 1853.

Em 15 de julho de 1854, instalou-se solenemente a Assembléia Provincial. O Paraná era, então, um deserto demográfico, utilizado como passagem pelos criadores de gado do Rio Grande do Sul em busca de mercado em São Paulo e Minas Gerais.

Fracassado o Movimento Revolucionário Liberal de 1842, em São Paulo e Minas Gerais, muitos dos derrotados foram tentar a vida em outras terras. Proprietários de terras em Minas Gerais eram, também, tropeiros; atravessavam, nas suas viagens, obrigatoriamente, o rio Itararé, atual divisa entre os estados do Paraná e de São Paulo. As terras despovoadas dos vales dos rios Itararé e das Cinzas foram-se tornando alvo de interesse.

A abertura de rodovias e, a partir de 1880, de ferrovias acelerou a ocupação, atingindo Botucatu em 1889 e avançando em direção ao vale do rio Paranapanema.

No final do século XIX, o Norte do Paraná já era conhecido por fazendeiros mineiros e paulistas que enalteciam a qualidade de suas terras. Proprietários paulistas vinham caçar e pescar na região.

"Na década de 1840, o sertanista mineiro Joaquim Francisco Lopes e o agrimensor anglo-americano J. H. Elliot, a mando do gaúcho João da Silva Machado (depois Barão de Antonina) empreenderam explorações na margem direita do rio Tibagi, daí surgindo os núcleos de Jataí e São Jerônimo."(I.P.C.)

Domiciano Correa Machado, mineiro de São Caetano da Vargem, atual Brazópolis, instalou-se em 1842-43, na margem esquerda do rio Itararé. Registrada sua posse, doou parte de seu terreno para o primeiro núcleo urbano da região: São José do Cristianismo. Desse patrimônio, surgiu, em seguida, um porto naquele rio. Correa Machado penetrou para o interior da região e organizou outras posses nos rios das Cinzas e Laranjinha. Mais tarde (1875), São José da Boa Vista absorveu o patrimônio de São José do Cristianismo, porquanto o mesmo apresentava significativos casos de malária.

Da posse divisora de águas entre os rios das Cinzas e Itararé, em 1843, Joaquim José de Senes permutava em 1848, com José Bernardo de Gouveia, por uma espingarda de carregar pela boca, uma parte de terras que, em 1855, por R.s700$000 (setecentos mil réis), foi adquirida pelos irmãos Miguel Joaquim e Francisco de Paula da Silva. A tal porção de terra, o capitão Tico Lopes deu o nome de Colônia dos Mineiros, simplificado, após, para Colônia Mineira, passando, mais tarde, para Siqueira Campos. O patrimônio do núcleo foi doado por posseiros e, em 1886, já contava com uma capela em louvor ao Divino Espírito Santo.

Supõe-se que os primeiros moradores fixos da região, no começo da segunda metade do século XIX, foram Francisco Ferreira dos Santos, sua esposa, descendente de índios, Maria de Oliveira Prudência ou Maria Ferreira, e seus filhos. Fixaram-se às margens do rio Itararé, alguns quilômetros antes de sua barra no rio Paranapanema. Com a morte do marido, Maria Ferreira assume a direção da posse e funda um núcleo que, depois, recebeu o nome de Espírito Santo do Itararé, vulgarmente conhecido pelo apelido da fundadora. A maleita, porém, afugentou seus moradores que, com o aumento da população, escolheram, às margens do
ribeirão Claro, outro local para a comunidade. Seu primeiro nome, Ventania, passou para São Joaquim, Taquaral,  e, finalmente, Ribeirão Claro, denominação oficial.

"Em 1875, Antônio Pinto da Fonseca, mineiro de Mutuca (Elói Mendes), adquire milhares de alqueires de posses em águas afluentes dos rios Jacarezinho ou Jacaré (sete águas à margem direita e cinco à margem esquerda) e das Cinzas e, pouco mais tarde, dá começo ao povoado de Santo Antônio, que se tornou Santo Antônio da Platina, localizando-o, primeiramente, nas cabeceiras do ribeirão das Bicas, transferindo-o, depois, para onde se encontra a cidade. Como sucessor legítimo de posseiro primário, tornou-se dono da fazenda Boi Pintado, cerca de 5.800 alqueires paulistas, uma faixa territorial do rio Jacarezinho ao rio das Cinzas."(I.P.C.)

Em 1884-1885, Joaquim Severo Baptista, mineiro de Alfenas, residindo em São Simão (SP), enviou seu irmão Tinhano para Curitiba, enquanto ele se dirigia a Castro para providenciar a justificação de sua posse na região do atual município de Jacarezinho. A Presidência do Paraná enviou um prático, João Alves de Oliveira Negrão, para medir o terreno. Acertou os papéis e retornou para sua casa, transformando-se, logo após, em proprietário de aproximadamente 43.200 alqueires paulistas de terras.

Em 1888, Antônio de Alcântara Fonseca Guimarães, mineiro de Aiuruoca, resolveu vir para o Paraná, trazendo, em sua comitiva, umas 250 pessoas dentre as quais donzelas, jovens universitários, fixando-se no bairro Água da Prata. À sua frente, mandou seu neto de 19 anos, estudante de Engenharia, com 20 homens para preparar o terreno. Por volta de 1890, o núcleo de Água de Prata foi substituído pelo povoado de Ourinho, que teve sua denominação mudada para Vila Nova Alcântara e, finalmente, Jacarezinho. Severo Baptista, informado do fato, chegou a Jacarezinho, em 1895, e exibiu seu documento de domínio. Alcântara acertou a compra da terra por R.s12:000$000 (doze contos de réis).

O fluxo de pessoas continuava; o acordo de Taubaté, assinado em 1906, entre os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, restringia o plantio de café naqueles lugares em face da superprodução. O estado do Paraná, que estava fora do acordo, beneficiou-se da situação, recebendo, desta forma, milhares de cafeicultores frustrados em seus estados de origem, mas com esperança na região que se lhes apresentava.

"Presentemente, a mesorregião Norte Pioneiro Paranaense, assim denominada pelo I.B.G.E., engloba 46 municípios (Abatiá, Andirá, Assaí, Bandeirantes, Barra do Jacaré, Cambará, Carlópolis, Congonhinhas, Conselheiro Mairinck, Cornélio Procópio, Curiúva, Figueira, Guapirama, Ibaiti, Itambaracá, Jaboti, Jacarezinho, Japira, Jataizinho, Joaquim Távora, Jundiaí do Sul, Leópolis, Nova América da Colina, Nova Fátima, Nova Santa Bárbara, Pinhalão, Quatiguá, Rancho Alegre, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Salto do Itararé, Santa Amélia, Santa Cecília do Pavão, Santa Mariana, Santana do Itararé, Santo Antônio da Platina, Santo Antônio do Paraíso, São Jerônimo da Serra, São José da Boa Vista, São Sebastião da Amoreira, Sapopema, Sertaneja, Siqueira Campos, Tomazina, Uraí e Wenceslau Braz) organizados em duas associações: AMUNORPI (Sede em Jacarezinho) e AMUNOP (Sede em Cornélio Procópio)."(I.P.C.)

Consulta Bibliográfica e Pessoal:

  -  Santo Antônio da Platina - Pioneiros e Desbravadores (pesquisadores: Cezar Laranjo Crespo, Ivone Mendes de Souza Tanko, Luciano Dias de Oliveira Reis e Sônia Regina Gatzk Moreira)

-  O Paraná e seus Municípios (FERREIRA, João Carlos Vicente)

Histórico de Santo Antônio da Platina - (IBGE - Monografia n289 - Ano: 1965)

-  Pesquisa Histórica Mesorregional - CASTRO, Prof. Israel Pereira de (I.P.C.)

 

 

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Última atualização do site:   17/08/2018 17:32:12